sexta-feira, 29 de abril de 2016

Boletim Semadesal Abril/2016 - Castelo Branco Receberá o 6º Treinamento Para Líderes de Missões da Semadesal.

 

Depois das Regiões 1 -  Liberdade e 2 - Paralela, receberem o 6º Treinamento Para Líderes de Missões, dia 07/05, será a vez da Região 03 - Castelo Branco. A região é composta pelos setores 4 - Pau da Lima, 6 - Castelo Branco, 19 - Jardim Cajazeiras, 20 - Jardim Esperança, 23 - Cajazeiras VIII, 34 - Martasenia, e 35 - Fazenda Grande II.
Este ano os temas estão voltados para a Liderança e servirá não apenas para o Líder de Missões, mas também para Pastores, obreiros, líderes de departamentos e todos que fazem a obra de Deus! As inscrições podem ser feitas pelos Coordenadores e Secretários de Missões e tem um investimento de R$ 20,00 com direito a material e lanche para os inscritos até o dia 05/05. Após esta data, os inscritos só terão direito ao material.
Com o tema Missões e a Igreja Local, o Treinamento discutirá o que define uma liderança sob o aspecto secular e bíblico, abordará as questões éticas de uma liderança e ainda dedicará um tempo para falar sobre o significado da oferta de missões para os missionários. O horário é sempre das 09 às 17:00h., e conta com dinâmicas, louvor entre outros.

Missionários em Salvador

Está em Salvador desde março, o Miss. Romenil e família do campo de Ibicoara a 530 Km de Salvador. O missionário e sua família ficarão em Salvador para recuperarem-se de problemas de enfermidade e para esperar um redirecionamento de Deus para um novo campo.
Já o Missionário Hélio Cândido que serviu na Bolívia, esteve no Vale do Jequitinhonha em Minas Gerais, deve ficar em Salvador esperando uma nova missão enquanto cuida da saúde de sua família.

Missionários em Novos Campos

O Missionário Elias de Ilha de Itaparica substituirá o Missionário Romenil assumindo o campo de Ibicoara com posse no dia 13/05. No lugar do Missionário Elias ficará o Evangelista Cariolando, membro da Adesal que sempre trabalhou com missões e com a Missão Portas Abertas.

 Desafios 2016

Þ Trazer para as férias:

* Pr. Josemar e Família (Equador)
* Miss. Rita Coelho e Família (Gâmbia/África)
* Miss. Mirela (Espírito Santo)

Þ Ajudar Projetos dos Missionários:

* Centro de Recuperação na Venezuela
* Construção dos templos em Itatim/Ba., e Indaí-Mundo Novo/Ba.




terça-feira, 12 de abril de 2016

O Missionário e a Relação com a Secretaria de Missões



A muito tempo, ainda na gestão do Pr. Dário Gomes, a Semadesal vem tentando desconstruir um conceito e uma visão equivocada acerca da Secretaria de Missões: a de vê-la como agência pagadora dos que são enviados e nada mais! Este comportamento em relação à Secretaria vem sendo perpetuado por muitos missionários, pastores e membros da igreja. Até mesmo os considerados "mais conceituados" dos missionários, com formação missiológica e treinados em agências demonstram ter esta visão quando escrevem para a Secretaria!
Muitos deles não estão errados. Afinal, não os educamos para pensar diferente. Sim, porque quando eles foram enviados ao campo, nenhuma relação entre a Secretaria e eles foi criada. Eles vieram à Secretaria apenas para fazer um cadastro e inserir seus nomes na lista de recebedores de sustento. 
Então, antes de levarmos a discussão para mais adiante, precisamos elencar os erros cometidos pela igreja na hora de organizar uma Secretaria de Missões e pelos missionários:

Erros Por Parte da Igreja

Primeiro, devemos pensar em quem vai ser responsável pela Secretaria. Qual o perfil do Secretário Executivo de Missões? Qual sua visão de Reino e da obra missionária? Seria bom se levássemos em conta sua relação com a obra missionária. Se ele teve experiência com o campo missionário, é claro que terá mais sensibilidade com missões e com o missionário! É aqui que pode começar uma série de problemas que poderá levar muitas Secretarias a se tornarem apenas pagadoras de salários de missionários e nada mais. Uma Secretaria de Missões não precisa de gerente apenas e muitas igrejas escolhem pastores para gerenciar os processos relativos à obra missionária! 
Então, percebamos: uma vez que o missionário foi enviado, de vez em quando precisará manter contato com a base e quem ele vai procurar? O Secretário de Missões! E se o Secretário for apenas um gerente? Suas angústias, seus problemas, seus desesperos, nunca serão compreendidos e, enquanto ele tiver na sua Secretaria apenas um gerente, ele a verá apenas como sua agência pagadora! 

O segundo erro é decorrente do primeiro. Uma vez que se pensou em gerente e não em alguém com sérios compromissos com a causa missionária, esta "Secretaria" será desprovida de planos e projetos em favor do Reino de Deus e do próprio missionário. Se uma Secretaria não tem planos, projetos, gerida por alguém que só aparece no escritório para fazer a contabilidade, contar o dinheiro e fazer os depósitos, ela mesma está se declarando ser uma agente pagadora e só isso! Portanto, quando por qualquer motivo ela falhar em sua tarefa de enviar os valores, ela será rigidamente cobrada tanto pela igreja, como pelos pastores e missionários. 
O segundo erro, portanto, é, não levar a sério a necessidade de se ter um projeto missionário, proveniente de uma visão ou plano revelados por Deus. Quando alguém chega na Secretaria com um plano e percebe que a tal Secretaria já tem o seu plano e que o candidato a missões é que precisa engajar-se no plano que Deus revelou para a Igreja, então, dificilmente, o missionário verá sua Secretaria como agência pagadora!

O terceiro erro é não levar em consideração o fato de que o missionário deve ser cuidado pela igreja tanto quanto o seu trabalho. Estou falando do cuidado antes de ser enviado. Muitas Secretarias pecam quando se preocupam com o plano ou projeto e se esquece do próprio missionário. Uma Secretaria que se preocupa com o missionário não o olha apenas como o executor de uma tarefa em algum país ou cidade, o vê como pessoa humana, cheio das mesmas fragilidades de qualquer um e que precisa ser cuidado tanto espiritual quanto, mental, emocional e fisicamente! É aqui que se cria uma relação mais humana entre o missionário e a secretaria. Para tanto, é preciso oferecer ao candidato em missões todas as ferramentas de que precisará para desenvolver seu projeto, treinando-o, oferecendo-lhe formação e capacitação especializada para a missão. Um missionário bem cuidado dificilmente verá sua Secretaria como agencia pagadora. Ele sempre a verá como sua cuidadora.

O quarto erro é não acompanhar o missionário no campo. Muitas Secretarias exigem relatórios, mas poucas acompanham seus missionários. O acompanhamento exige investimento, pois o cuidado in loco é preciso. A Secretaria precisa tomar a iniciativa de mandar um e-mail para o missionário, procurar saber como eles está, como está sua família, quais suas necessidades mais urgentes. Uma vez que o missionário se sente cuidado de forma particular e pessoal ele também não terá nenhuma dificuldade em obedecer as orientações e conselhos desta Secretaria. Dessa forma, um vínculo é criado, uma relação de confiança e amor cristão entre Secretaria e Missionário!

Erros dos Missionários

Os erros cometidos pelos missionários neste contexto, são decorrentes, obviamente, dos erros da igreja. Então, temos dois tipos de missionários cometendo os mesmos erros: o missionário que não foi treinado e que, cuja visão de missões se redunda apenas na tarefa de levantar fundos, ir a um campo e "anunciar" o Evangelho, e o missionário treinado (não todos, por favor, me entendam!). Alguns desses missionários treinados tem um olhar de desdém com a igreja local. O fato de acharem que receberam treinamento específico em uma agência de missões e que, portanto, agora, possuem uma visão missionária melhor que sua Secretaria e sua igreja, os fazem se sentir superiores neste aspecto e não se sentem na obrigação de prestar contas; só de cobrar sustento!
Como a Secretaria já cometeu o erro de não acompanhá-lo e deixou que ele se sentisse a vontade apenas para pedir dinheiro, este missionário passa a omitir da Secretaria suas conquistas financeiras. Alguns pensam que ser transparente neste sentido pode fazer com que percam parte ou o valor total do seu sustento! Esquecem que uma Secretaria que honra seus compromissos levará sempre em conta o acordo feito com o missionário antes de sua partida ao campo!
Ao estabelecer uma relação apenas financeira com a Secretaria, o missionário esquece que um dia precisará voltar do campo e que, portanto, não será sempre sustentado por aquela Secretaria. Logo, a relação fraternal vale mais que a relação financeira! 
A falta de acompanhamento e assistência in loco pela Secretaria e/ou Igreja, faz com que o missionário se sinta só e esquecido por suas lideranças. Isso ajuda a aumentar a sensação de independência e a dificuldade de fazer com que aquela relação financeira seja também fraternal e espiritual!


O Pr. Jair, missionário em Guiné Bissau com sua esposa Deny e dois filhos, conta que os missionários brasileiros são os que menos recebem a visita de seus líderes! A Igreja local precisa entender que a visita ao campo faz parte do processo da evangelização das nações. Missionários pastoreados, são missionários sarados emocionalmente e mais preparados para enfrentarem os desafios diários da missão!

Conclusão

Quando a relação financeira se torna mais importante que a relação fraternal e espiritual, ela se torna uma relação carnal e ditada pelos mesmos interesses das relações feitas no mundo. A Secretaria de Missões não pode ser uma agência de pagamento de missionários, ela deve ser o órgão da Igreja a quem foi confiada a tarefa de não apenas sustentar, mas de cuidar, em variados aspectos, do missionário. O missionário que nutre uma relação apenas financeira com a Igreja local, é um missionário materialista e de visão equivocada acerca do Reino e do seu próprio sustento.
É preciso, portanto, que o processo de relacionamento entre missionário e secretaria comece bem antes dele ser enviado. O Pr. Frank Ribeiro que fez do cuidado missionário uma tese de doutorado em Portugal, diz que nos Estados Unidos este processo começa no recrutamento, a primeira fase deste processo relacional. Ele aponta que o treinamento é a próxima fase. É neste período que se cria os vínculos, que se desconstrói os conceitos equivocados no que diz respeito a relação Missionário X Secretaria.